A Resposta Católica: Como usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo?

julho 23 17:05 2016 Imprimir Este artigo

Como já visto, o escapulário do Carmo, por promessa da própria Mãe de Deus ao santo inglês Simão Stock, em 1251, é um instrumento que garante proteção nesta vida, assistência na morte e alegria na eternidade. “Ninguém pense, todavia, que, usando essa veste com preguiça ou torpor espiritual”, adverte o Papa Pio XII, “mesmo assim terá assegurada a sua salvação eterna”. De fato, os efeitos do uso desse “hábito mariano” não se dão magicamente, mas de acordo com as disposições espirituais de cada um [1].

Posto isso, é preciso que aprendamos a usar corretamente o escapulário, atendendo às condições que a Igreja prescreve.

Em primeiríssimo lugar, por comportar uma espécie de integração na família espiritual carmelita, o ato de receber o escapulário deve ser feito por imposição. Durante a cerimônia, diz o atual “Rito de Benção e Imposição do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo”, “deve ser usado o Escapulário do Carmo na sua forma tradicional”, isto é, aquele feito de tecido e de cor marrom, o qual “só depois pode ser substituído por uma medalha apropriada” [2], conforme autorização concedida em 1910, pelo Papa São Pio X [3].

Quem pode realizar essa imposição? Antes do Concílio Vaticano II, era necessário que tal imposição fosse feita por algum sacerdote delegado pela própria Ordem dos Carmelitas. Atualmente, diz o mesmo ritual aprovado pela Congregação para o Culto Divino, “têm a faculdade de benzer o Escapulário os sacerdotes e os diáconos; além disso, outras pessoas autorizadas podem também fazer a sua imposição” [4].

É muito conveniente, mas não é absolutamente necessário, que o escapulário possua uma imagem de Nossa Senhora. Basta, como já dito, que ele possua dois pedaços de pano unidos por tiras, como uma veste que se impõe sobre o pescoço.

Também é importante lembrar que, uma vez feita a imposição nos moldes acima descritos, a bênção se transfere para a pessoa, pois ela se torna como que membro permanente da família carmelita, de modo que, deteriorado ou perdido o escapulário, basta que ele seja substituído por outro, não sendo necessário benzê-lo.

 

Fonte: Padre Paulo Ricardo

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