CATEDRAL DE NOSSA SENHORA DO CARMO

HISTÓRICO: foi no dia 16 de julho de 1960, ao término da procissão da Festa de Nossa Senhora do Carmo, que aconteceu a bênção da pedra fundamental do grande templo. O projeto é de autoria do engenheiro Giovanni Butori.

Em fevereiro de 1963 as obras estavam bem adiantadas.

Durante os festejos de julho de 1964 foi feito o piso.

Em 1965, por iniciativa do Sr. José da Preferida, realizou-se, na quadra paroquial, o 1º Festival Folclórico de Parintins cuja renda toda foi revestida em favor da construção.

Em 1969 foi montada a estrutura metálica do telhado. Dom Arcângelo Cerqua, primeiro bispo de Parintins, conseguiu com o pe. Pascoal Ziello uma imagem de Nossa Senhora do Carmo que foi doada à nova Catedral.

Em 1977, o Irmão Miguel de Pascale realizou nas paredes do templo umas pinturas que não deixam de impressionar o visitante. Os tijolinhos do piso e os ladrilhos que revestem a construção(antes da atual reforma) foram todos feitos pela antiga Olaria Pe. Colombo que era de propriedade da Diocese.

 

ARQUITETURA: Construída em forma de cruz, o templo de 75 metros de comprimento por 50 de largura, em correspondência dos braços da cruz. A altura máxima é de 22 metros. As portas são (7) sete: 3 na frente e 2 laterais do corpo principal, mais 2 em correspondência dos braços laterais. A essas 7 portas devem-se acrescentar outras quatro internas que dão acesso à sacristia: duas das capelas e duas do presbitério.

 

AS PINTURAS: Na visita ao interior do templo aconselhamos o seguinte itinerário: o visitante se posiciona no corredor central da Igreja. Logo sua atenção será atraída pelo altar e pelo trono sobre o qual está colocada a imagem de Nossa Senhora do Carmo. O altar, grande muito belo em mármore nobre, foi trazido da Itália, assim como o vitral do fundo.

As pinturas, como já dissemos, são obras do Irmão Miguel de Pascale, do Pontifício Instituto das Missões – PIME. O Instituto ao qual pertencem metade os padres e irmãos que trabalham na diocese, e os quatro bispos que até agora governam a Igreja particular de Parintins: Dom Arcângelo Cérqua (in memorian), Dom João Risatti (in memorian), Dom Gino Malvestio (in memorian) e Dom Giuliano Frigeni (bispo atual).

 

Avançando rumo ao altar você pode ver nas colunas laterais as primeiras representações sacras: à esquerda Santa Terezinha, São Sebastião e São José; à sua direita: Santa Rita de Cássia, São Francisco e São João Batista.

Parando no centro do braço horizontal, verá, as quatro colunas centrais as imagens dos 4 evangelistas: São Marcos, São João, São Lucas e São Mateus. Virando à esquerda você entra na Capela do Santíssimo Sacramento. As três pinturas que fazem a coroa do Sacrário, todas relacionadas com a Eucaristia, representam (da esquerda para direita): a multiplicação dos pães, a Última Ceia e os Discípulos de Emaús.

Volte atrás e suba no presbitério: sempre procedendo da esquerda para a direita, você encontra as representações do Pentecostes, São Pedro, Natal, a Transformação da água em vinho nas bodas de Caná, a Anunciação. Depois, já passando ao lado direito do Presbitério: o milagre da chuva obtida pelo profeta Elias no Monte Carmelo, a rainha Ester, a expulsão de Adão e Eva do paraíso terrestre, São Paulo e a profecia de Isaías a respeito do Emanuel.

 

PAINEL CENTRAL DO TRONO: Aos pés da Imagem de Nossa Senhora do Carmo, encontra-se um painel que tem nas duas extremidades a representação de dois anjos e no centro: um lírio com uma serpente, representando a Imaculada vencedora sobre o diabo tentador; a Pomba, símbolo do Espírito Santo, à direita a Estrela dos navegantes sobre um panorama do Rio Amazonas à altura de Parintins.

 

Na Capela da Penitência, as pinturas do fundo representam na ordem: a parábola do Filho Pródigo, a Morte de Jesus na Cruz e o Bom Pastor, todos momentos ligados ao amor misericordioso de Deus sempre pronto a perdoar os pecadores arrependidos.

 

Encaminhando para a saída, voe vê representados em cores fortes e da esquerda para a direita: o 1º beato brasileiro Pe. José de Anchieta, os santuários mais famosos do país: Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Nazaré e, enfim, o santo universal dos pobres S. Vicente de Paulo tão ligado à Igreja de Parintins através das suas filhas, as Irmãs da Caridade.

 

TORRE: Estilo em plena harmonia com a Igreja. Com altura de 42 metros. Vigiando e abençoando a cidade e o Rio, uma branca imagem de Nossa Senhora. Um conjunto de sinos e um moderno relógio completam a construção. Pode-se subir por uma longa escada interna com 162 degraus até o mirante dos sinos.

 

PARINTINS – AMAZONAS – BRASIL