PASSOS PARA A LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS

junho 16 00:00 2016 Imprimir Este artigo

A Palavra de Deus é sempre nova, e Cristo está sempre presente nela, realizando o mistério da Salvação, santificando os homens

e estes com Cristo, elevando um culto ao Pai.

“O MESTRE ESTÁ AÍ E TE CHAMA” (Jo 11,28).

lectio divinaINVOCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

(Silêncio: Canto ou uma oração)

“… Ele abriu a inteligência dos discípulos

para entenderem as Escrituras” (Lc 24,45).

 

PRIMEIRO PASSO: LEITURA

– Silêncio interior – fazer a leitura lenta e atentamente.

– Recordar o que foi lido.

O importante aqui é entender o que o texto diz.

– Repetir a frase ou palavra que chamou a atenção.

Apropriar-se da palavra ou frase, dar espaço à emoção.

– Observar os personagens, o tempo, o lugar,

os grupos, os acontecimentos…

– Pode servir-se de subsídios para ajudar a

compreender melhor o que o texto expressa.

SEGUNDO PASSO: MEDITAÇÃO

– Ler de novo o texto.

– Atualizar, assimilar e encarnar a

Palavra, ligando-a à vida.

– Qual a mensagem do texto para mim hoje?

– Fazer três ou quatro perguntas para orientar a reflexão.

– Tentar alargar a visão, unindo esse texto a outros textos bíblicos.

– A técnica da ruminação: saborear a Palavra lentamente.

“Quando escutas ou lês, tu comes; quando meditas, tu ruminas, a fim de seres

um animal puro, e não impuro” (Santo Agostinho).

TERCEIRO PASSO: ORAÇÃO

A Palavra se faz oração.

O que o texto me faz dizer a Deus?

– Formular preces para suplicar,

louvar e agradecer a Deus.

– Recitar um salmo que expresse

o sentimento que está em nós (em mim).

– Meu coração, tocado assim pela Palavra de Deus,

sente-se espontaneamente impulsionado à oração:

louva, agradece, adora, pede perdão.

“A tua oração e a tua palavra dirigida a Deus. Quando lês, é Deus que te fala;

quando rezas, és tu que falas a Deus” (Santo Agostinho).

QUARTO PASSO: CONTEMPLAÇÃO

“Procure na Leitura, e encontrará na Meditação; bata em Oração e lhe será

aberto em Contemplação” (São João da Cruz).

– Qual o novo olhar que surgiu em mim,

depois da Leitura Orante do texto?

– Como tudo isso pode me ajudar a viver

melhor o meu compromisso de vida?

– Que desafios descobri para me aperfeiçoar

como discípulo de Jesus?

– A leitura, meditação e oração pertencem à busca;

a contemplação é o resultado: “Buscai e encontrareis”.

“… Lectio Divina não está concluída, na sua dinâmica, enquanto não chegar à ação (actio), que impele a existência do fiel a doar-se aos outros na caridade” (Verbum Domini, 87).

ENCERRAMENTO

Terminar com uma breve oração (Salmo ou um canto), agradecendo ao Senhor o que experimentou na Lectio Divina.

   “Se a Escritura é em parte fácil e em parte difícil, é porque foi escrita para todos: os fortes e os fracos, os sábios e os simples. Em seus mistérios e por sua obscuridade, ela exercita os sábios; por seu sentido obvio, e, graças à sua simplicidade, reconforta os simples.

Se buscas na Palavra de Deus algo elevado, esta Palavra Santa se eleva contigo e sobre contigo às alturas. Se buscas o sentido histórico, o típico, o moral, a Palavra Divina te dá o que desejas. Da maneira como perscrutas as Escrituras, tal se mostrará a ti o Texto Sagrado” (São Gregório Magno).

*  *  *

Dentre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura, existe uma privilegiada à qual todos somos convidados: a Lectio Divina ou exercício de Leitura Orante da Sagrada Escritura. Essa Leitura Orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus-Mestre, à comunhão com Jesus-Filho e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração e contemplação), a Leitura Orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo semelhante ao modo de tantos personagens do Evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3,1-21), a Samaritana e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4,1-42), o cego de nascimento e seu desejo de luz interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19,1-10). Todos eles, graças a esse encontro, foram iluminados e recriados porque se abriram à experiência da misericórdia do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida. (Documento de Aparecida, n. 249).

 

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